Chega de Minas pagar opreço pelaganância dasmineradoras
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O que está acontecendo
A Polícia Federal prendeu 22 pessoas e cumpriu 79 mandados em 2025. Encontrou um esquema de mais de 40 empresas fraudando licença ambiental em Minas Gerais. Isso mostra como a mineração funciona no nosso estado.
Enquanto empresário lucra dinheiro grosso e paga propina pra enganar a fiscalização, quem vive perto de barragem continua sem proteção nenhuma. Água contaminada, poeira, barulho, doença, violência, destruição do meio ambiente. E o retorno em emprego e melhoria nunca chega como prometido.
Quem devia fiscalizar isso? A Agência Nacional de Mineração, o governo do estado, a Assembleia de Minas. Mesmo assim, o esquema rodou solto por anos. Tem cidade que nem produz minério e sofre com isso constantemente. Na hora de dividir o que a mineração arrecada, esses municípios não recebem nem um real. E agora tem terra rara também. É a mesma lógica de sempre: lucro vai embora, buraco fica aqui. Chega de fiscalização de fachada. É preciso pressão popular pra mudar isso.
BRUMADINHO. MARIANA. A GENTE SABE COMO TERMINA QUANDO NÃO RESPEITAM A FISCALIZAÇÃO.
Quem fiscaliza
Barragem não se rompe sozinha. Quem tem o poder de fiscalizar e evitar esses crimes é o Congresso. Da lei de fiscalização à abertura de CPI. Tudo passa por lá. Por isso o nome que você vota pro Senado e pra Câmara importa. São esses mandatos que vão decidir se as mineradoras vão continuar deixando esse rastro de mortes e destruição em Minas Gerais.
Não é só minério de ferro.
No Vale do Jequitinhonha, o Ministério Público Federal recomendou suspender autorizações de pesquisa e extração de lítio. O motivo: quase 250 comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais nunca foram consultadas, embora a lei exija isso antes de qualquer exploração.
São mais de 6 mil processos minerários abertos na região. Enquanto isso avança sem consulta, quem vive ali não decide nada sobre o próprio território.
Nove anos depois, quem pagou a conta?
Acordo de reparação não é punição. Isso já foi assinado, em Mariana e em Brumadinho, mas não resolve o que interessa de verdade: ninguém foi condenado.
Em Brumadinho, 270 mortes, e o processo criminal ainda corre contra 15 pessoas físicas e duas empresas. Em Mariana, nove anos se passaram sem nenhuma condenação definitiva.
Dinheiro no orçamento não assusta quem lucra bilhões. Enquanto punição não vem, as mineradoras aprendem que o crime cabe na conta.
Quem faz parte do movimento
Pra enfrentar, tem que ter gente junto.
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